Andy Murray: «Perdi pouco encontros como este na minha carreira»

Uma inesperada e indigesta derrota atirou Andy Murray para fora do torneio de Monte Carlo, esta quinta-feira. O número um mundial chegou a liderar o terceiro set por 4-0, mas acabou por sucumbir diante de Albert Ramos-Viñolas por 6-2, 2-6 e 5-7, nos oitavos-de-final da prova Masters 1000 do Principado do Mónaco.

“Estou dececionado por ter perdido depois de ter estado naquela posição”, começou por dizer, esmorecido, Murray. “Estive a ganhar por 4-0 no terceiro set… Perdi poucos encontros como este na minha carreira. Estou desiludido. Tive oportunidades suficientes para ganhar”.

“Normalmente venço os jogadores fazendo-os movimentarem-se pelo court em vez de os atirar para fora do court com potência. Hoje, tomei algumas más decisões táticas. Vou analisar algumas partes do encontro com a minha equipa para perceber o que é que faria de diferente”, acrescentou o britânico de 29 anos, recusando a colocar as culpas na lesão que o manteve afastado dos courts nas últimas semanas. “O meu cotovelo está bom. Servi muito melhor hoje do que ontem. Estou satisfeito com isso”.

Jogar ou não jogar na próxima semana?

Enquanto o Millennium Estoril Open vai tentando convencê-lo a vir experimentar a terra batida do Estoril, e os fãs portugueses vão fazendo figas para que os argumentos peguem, o britânico de 29 anos vai ponderando os prós e os contras de jogar nas próximas duas semanas.

“Ainda não sei, na verdade. Tenho de falar com a minha equipa sobre isso. Vou ter de decidir se vou optar por disputar encontros ou apostar na minha forma física, trabalhando no duro. Se jogar em Budapeste ou Barcelona, e me der bem, não vou ter a oportunidade de treinar muito até Roland Garros, e talvez seja necessário. Se não jogar nenhum torneio, vou chegar cedo a Madrid, por isso poderia treinar lá. Vou ter mesmo de tomar uma decisão rapidamente”, concluiu, sem mencionar a semana do ATP 250 nacional, que se disputa uma semana antes do Mutua Madrid Open.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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