Andy Murray está preparado para perder o número um mundial

Vai para oito meses que Andy Murray ocupa a mais cobiçada posição do ranking mundial, mas as recentes mudanças nos lugares cimeiro da tabela, mais precisamente no posto número dois, agora ocupado por Rafael Nadal, e os modestos resultados que tem colecionado, levam o britânico a reflectir sobre a fragilidade do seu estatuto.

“É muito provável que eu perca o número um”, disse Murray, como se pode ler no site ‘Metro.uk’. “Ninguém consegue manter o lugar eternamente, é inevitável que isso aconteça”. Ainda mais, acrescenta, quando as vitórias não surgem com a consistência exigida.

“Para alguém se manter no número um não pode ficar três, quatro meses do ano sem vencer encontros ou não jogar bem nos grandes torneios, que é o que aconteceu comigo entre fevereiro e Roland Garros”.

“Portanto, é provável que isso aconteça, mas não faz mal. Eu não vou tentar ganhar Wimbledon para conquistar pontos, eu vou tentar ganhar Wimbledon porque esse é o meu objetivo. Vou treinar e preparar-me o máximo para isso”, frisou Murray, que se prepara para defender o título no All Englad Club, numa altura em que vê a concorrência a apertar, por parte, sobretudo, de Nadal e Federer.

“São jogadores com quem me cruzei durante toda a minha carreira e que me fizeram melhorar. Jogaram de ténis de grande nível no início da temporada – é incrível o que o Rafa conseguiu em Paris, ao vencer pela décima vez. Vê-los jogar assim motiva-me. Tento fazer melhor e evoluir. Não conseguirei ganhar os grandes torneios se não os conseguir vencer”, concluiu o escocês de 30 anos, aproveitando para relembrar “que as as coisas no ténis mudam muito rápido”.

Sobre o autor
- Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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