Almagro vence guerra espanhola e é campeão no Estoril

Teve a vantagem na mão e deixou-a escapar, mas apenas temporariamente, porque Nicolas Almagro, 71.º ATP, tardou mas não falhou e é mesmo o grande campeão do Millennium Estoril Open 2016. O espanhol de 30 anos bateu Pablo Carreño Busta, 50.º mundial e oitavo cabeça-de-série, num encontro de excelente nível e onde não faltaram muitas e fortes emoções, que terminou com os reveladores parciais de 6-7(6), 7-6(5) e 6-3.

Num encontro que teve a duração de duas horas e 46 minutos, os papéis estiveram invertidos no primeiro set, com Carreño Busta, o mais novo dos espanhóis, a revelar grande determinação e maturidade nos momentos importantes, tendo salvo quatro set points para segurar a primeira partida.

O segundo set começou com os dois jogadores a segurarem de forma firme os seus jogos de serviço, e foi até o espanhol de 24 anos quem primeiro teve oportunidade de chegar à quebra, no quinto jogo. Almagro não o permite e faz o break no sétimo jogo, para ficar a servir para fechar o parcial, o que só viria a acontecer em mais um tie break.

Com o encontro a estender-se ao derradeiro set, Almagro mostrou-se mais esclarecido e assertivo, a dominar as longas trocas de bolas, passando para a frente do marcador com um break de vantagem logo no terceiro jogo. Uma vantagem que se revelou fatal para as aspirações do mais novo dos espanhóis, que procurava vencer o seu primeiro título ATP na terra batida do Clube de Ténis do Estoril.

Para o jogador de 30 anos, carrasco de João Sousa na segunda ronda, este triunfo significa o 13.º título da carreira, primeiro desde 2012, conquistado naquela que foi a primeira final cem por cento espanhola em solo nacional desde 2001.

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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