«Acordei às 5 da manhã para ver a final do Open da Austrália», revela Del Potro

Sem competir desde novembro, Juan Martin del Potro provou esta terça-feira que tinha tanto para mostrar no court como para dizer fora dele. O argentino conquistou a primeira vitória de 2017 em Delray Beach, na Flórida, dando ao público a oportunidade de matar saudades do seu jogo possante e descomplicado e à imprensa o pretexto ideal para lhe arrancar uma mão cheia de revelações acerca dos últimos acontecimentos, nomeadamente sobre a inesperada final do Open da Austrália.

“Ver a final entre [Roger] Federer e [Rafael] foi bom para nós [jogadores] e para as pessoas que gostam de ténis”, disse o número 42.º mundial à ESPN. “São, talvez, os dois melhores jogadores da história da modalidade, foi fantástico. Levantei-me às cinco da manhã para os ver jogar, e acho que mais nenhuns jogadores me conseguiriam acordar”, confidenciou.

“Temos de aprender com eles. Sermos contemporâneos dos melhores da história é um orgulho, aprende-se todos os dias. Não apenas eles, [Andy] Murray e [Novak] Djokovic continuam intratáveis. Infelizmente eles estão de volta quando eu também estou”, disse, em jeito de brincadeira, o jogador de Tandil, reservando palavras especiais para o vencedor do Grand Slam australiano.


Espero que se mantenha saudável para poder lutar pelo número um

sobre Federer


“Quando se é bom e se tem tanto talento natural, o ténis não desaparece, ele só tem de acompanhá-lo com boa forma física e ambição. No meu caso, os problemas sempre mais físicos, nunca duvidei que o ténis apareceria quando me recuperasse. Imagine-se, então, no caso de Federer, o melhor jogador da história, que tem um ténis lindo e eficiente. Espero que se mantenha saudável para poder lutar pelo número um”, rematou.

Depois da vitória sobre Kevin Anderson, por duplo 6-4, o argentino de 28 anos enfrenta na segunda ronda do ATP 250 norte-americano Damir Dzumhur, 79.º do ranking mundial.

Sobre o autor
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Descobriu o que era isto das raquetes apenas na adolescência, mas a química foi tanta que a paixão se mantém assolapada até hoje. Pelo meio ficou uma licenciatura em Jornalismo na Escola Superior de Educação de Viseu e um Secundário dignamente enriquecido por cadernos cujas capas ostentavam recortes de jornais de Lleyton Hewitt. Entretanto ganhou (algum) juízo, um inexplicável fascínio por esquerdas paralelas a duas mãos e um lugar no Bola Amarela. A escrever por aqui desde dezembro de 2013.

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